Archive for setembro, 2009


O Ciclista de Ilhabela conquistou o 52º lugar na categoria Elite

Canberra, capital australiana sediou entre os dias 1 e 6 de setembro o Campeonato Mundial de Mountain Bike 2009, a competições foram realizadas no Stromlo Bike Park, as provas disputadas foram nas modalides Cross Country Olimpico (XCO), Down Hill (DH), Four Cross (4X), Bike Trial, e Team Relay ( Revezamento). O atual Campeão Brasileiro, Edivando de Souza Cruz (Astro/Vzan/Giro/Shimano) participou pela oitava vez de um Campeonato Mundial e foi 52º colocado e esta foi a sua segunda na Austrália, em 1996 Edivando na cidade de Cairns no norte do país onde conquistou o 11º na categoria Junior.

Depoimentos:

Viagem

“ A viagem para Austrália é bem longa e cansativa Sai-mos do Brasil na Terça-feira dia 25 de Agosto e chegamos em Canberra só na Quinta-feira noite, contando tempo de vôos, espera em aeroportos e também mudanças no fuso horário, na Austrália é 13 horas a menos que no Brasil, mas tudo correu bem e como fomos na semana anterior a competição a prioridade no inicio foi trabalhar a recuperação e se acostumar com o horário”

Treinos

“ Logo na Sexta-feira dia 28, já dei uma passada na pista com os outros atletas da delegação, estava-mos ansiosos para saber como era a pista, o clima estava frio e seco, as temperaturas no tempo em que estivemos por lá estavam entre 0 e 15º, e também tive-mos que nos acostumar. A pista ficava a uns 18 km do hotel em que estava-mos hospedados e para chegar lá erá uma maravilha, andava-mos por ótimas ciclovias que seguiam paralelas as rodovias, e além de pedalar com tranquilidade podia-mos curtir a paisagem. Chegando na pista, o primeiro impacto que tive-mos foi de ter que enfrentar uma pista muito técnica, as subidas eram cheias de curvas em trilhas e também tinham muitas pedras, nas descidas também muitas curvas em alta velocidade e alguns “drops” e saltos que exigiam muita técnica, mas logo fomos pegando o jeito e começa-mos a pegar confiança, muitos atletas de nome também estavam tendo dificuldades coma pista, mas deu para perceber que no Brasil faltam mais provas de Cross Country e também com alto nível técnico”

Competição

“ A prova de XCO da Elite foi no Sábado dia 05 de Setembro, o clima estava legal foi um dia ensolarado, e com temperatura agradável, larguei no meio do pelotão, na quarta fila, logo no começo da prova pegamos uma longa subida de estradão e os ponteiros seguraram o ritmo até a entrada da trilha, e não houve troca de posições até este trecho, mas logo no inicio da trilha começou um enrosco tremendo, e depois de passado os ponteiros ( 15 primeiros) o retante do pelotão teve que começar a empurrar a bike e ali perdi muito tempo, mas para falar a verdade não é primeira vez que isso acontece, os atletas que competem o circuito Mundial e tem alta pontuação tem o privilegio de largar na frente, então o negocio e se concentrar em fazer a prova, quando passei na primeira volta estava entre os 60 e me assustei, é tudo muito rápido e todo pelotão anda muito forte, mantive o ritmo e ganhei algumas posições durante a prova, foram 7 voltas num percurso de 6,5 km, este foi meu segundo melhor resultado na Elite, em 2005 na Itália cheguei em 58º, na Nova Zelândia em 2006 cheguei em 62 e no ano passado na Itália 35º.

Avaliação

“ Cada competição tem uma característica, principalmente no Mountain Bike, cada região tem um tipo de solo e relevo diferente, e isso faz com que enfrente-mos diversos tipos de situação, o que podemos fazer é sempre procurar variar o máximo possível o treinamento para estar preparado para as diversas situações, a pista do Stromlo Bike Park por exemplo é num terreno seco e escorregadio, não faz lama, mesmo quando chove, não tem raízes, mas temCIMG1425 (2).JPG imensas pedras, rampas e drops, um dos pontos fortes para o atletas ganhar tempo erá saber flui na pista, descer rápido e gastar pouca energia, subir as trilhas na marcha certa e saber tracionar na hora de passar obstáculos, Consegui fazer uma boa prova e fui constante, consegui manter um resultado próximos dos outros anos em que participei dos Mundias e fiquei feliz por isso e quero agradecer a CBC ( Confederação Brasileira de Ciclismo) ao Banco do Brasil ( Patrocinador da CBC) e aos meus patrocinadores e apoiadores.”

Edivando de Souza Cruz

Resultados- Elite XCO Masculina

1º Nino Schurter (Suíça) 2:04:39
2º Julien Absalon (França) +0:03
3º Florian Vogel (Suíça) +0:58
4º José Antonio Hermida Ramos (Espanha) +0.58
5º Geoff Kabush (Canadá) +2:04

31º Rubens Donizete (Brasil) +7:48
52º Edivando de Souza Cruz (Brasil) +13:52
62º Ricardo Pscheidt (Brasil) –1 volta

Próxima competição:

No próximo Domingo dia 13 de Setembro Edivando irá competir o Moda Cup no Nordeste, em Santa Cruz do Capibaribe no Pernambuco a competição será no formato Maratona e terá aproximadamente 70 km, esta é a primeira vez que Edivando irá competir na região.

“ Estou com uma expectativa muito boa para esta prova, apesar de não ter feito nenhum treino especifico e estar ainda me acostumando com o fuso horário espero fazer uma boa competição, desde já agradeço a organização do Moda Cup pelo convite e pela oportunidade de pedalar em outras regiões do no Brasil”. Comenta Edivando.

Edivando conta com os seguintes Patrocinadores: Astro/Vzan/Giro/Shimano

e os seguintes apoiadores: SDG/Joe´s No Flats/Riders Eyewer/Nutrisport Exeed/ Easton/ Manitou/661/Fisk de Ilhabela/HE Treinamento Esportivo

Mundial de MTB 2009

03/09/2009 – Folha de Londrina

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Campeão do ciclismo retoma trajetória Após 11 anos fora, Luciano Pagliarini volta ao Brasil e fala com exclusividade à FOLHA sobre planos para futuro

Há 11 anos, o ciclista Luciano Pagliarini embarcava para a Europa com um sonho: representar o Brasil nos principais torneios mundiais. Depois de faturar mais de 50 títulos, agora está de volta à sua terra natal por onde vai competir e treinar pela Memorial Santos, de São Paulo. Dentre os projetos que desenvolve, o principal se chama ”Revelando Talentos”, onde recruta jovens ciclistas brasileiros e encaminha a clubes da Europa. Hoje, são quatro brasileiros que estão com contratos renovados para 2010. Agora poderá acompanhar e escolher mais de perto os novos talentos do ciclismo nacional.

Em entrevista exclusiva à FOLHA, Pagliarini, nascido em Arapongas e radicado em Londrina, revela que o principal projeto da sua carreira atualmente é buscar a classificação para os próximos Jogos Olímpicos, em 2012, em Londres. Ele acredita que o período em que atuou como atleta profissional na Itália trouxe experiência de sobra para vencer mais esta etapa da carreira. ”Mas vamos ter que trabalhar porque é uma competição muito difícil”.

Folha – Porque decidiu voltar ao Brasil?

Pagliarini – Meu objetivo sempre foi fazer carreira na Europa e assim que tivesse a possibilidade a intenção seria voltar para o Brasil. No ano passado, por problemas de doping de dois companheiros houve o encerramento da equipe que defendia: a Saunier Duval. Depois de 10 anos, isso me fez pensar muito e deu vontade de voltar, mas ainda não era a hora. Neste ano, havia fechado com uma equipe francesa, que teve problemas jurídicos junto a União Internacional de Ciclismo (UCI), que acabou não sendo liberada para correr a temporada 2009. Foi aí que percebi que era hora de voltar. Fiquei seis meses parado na transição, mais cinco no ano passado que perfazem 11 meses.

Folha – E agora, como vai seguir com a carreira?

Pagliarini – Surgiu uma oportunidade de fazer um projeto visando as Olímpiadas de 2012, na Inglaterra. Lancei a proposta para a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) que topou e concordou em bancar o projeto durante três anos e meio para tentar a classificação olímpica na pista, no velódromo e na estrada. Há 15 dias retornei ao ciclismo nacional na Volta de São Paulo, onde sofri um acidente com suspeitas de fratura. A prova foi muito forte e senti um pouco depois de alguns meses sem treinar. Mas agora já estou entrando em forma e visualizando as provas da temporada pelo Brasil.

Folha – Como você pretende estruturar os treinamentos até 2012?

Pagliarini – Vamos ter que trabalhar porque é uma competição muito difícil. Mas com 11 anos de experiência como profissional, correndo com os melhores atletas e equipes do mundo acho que é possível. O Brasil não possui a melhor estrutura, mas espero colaborar com minha experiência. A CBC já me deu o carta branca e vamos precisar do apoio, como do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para viabilizar treinamentos e viagens para torneios internacionais. Dentro do país, viajar para cidades com maiores estruturas, como centros de treinamentos no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba (onde há um velódromo para fazer treinamentos de pista).

Folha – Por que você fechou contrato com o Memorial de Santos?

Pagliarini – Podem não ser os melhores do Brasil, mas é a que tem mais condições de melhorar. Foi isso que levei em conta. Lá tem boas pessoas, grande potencial e está num ponto que dá para crescer. Talvez, se fosse uma equipe com grande estrutura o trabalho poderia ser mais limitado. O dono é o senhor Pepe, é um apaixonado por ciclismo, e o técnico Cláudio Diegues, que é uma grande pessoa, está cheio de projetos e objetivos que somados à minha experiência e vontade de correr de bicicleta pelo Brasil será uma união de forças fantástica. Estamos armando uma equipe muito interessante para 2010 com investimentos do exterior, no caso a Itália. São patrocinadores que também vão atuar como fornecedores técnicos e tudo isso vai somar nesta estrutura. A partir de agora vamos escutar falarem bem do Memorial de Santos cada vez mais.

Folha – Como avalia experiência que adquiriu vivendo na Itália?

Pagliarini – Foram 11 anos morando na Itália, mas eu corri pela Europa inteirinha. Todos os finais de semana eu estava em lugares diferentes como Alemanha, Holanda, Bélgica, Polônia, Portugal, Malásia, Arábia e até nos Estados Unidos. Estes anos ensinaram muito e trouxeram resultados, estrutura e me ajudaram a crescer como atleta e também como homem. Sempre respeitando todas as regras e colecionando amigos foram anos que não imaginava.

Folha – Quantos títulos ganhou na Europa? Quais as três provas que mais marcaram?

Pagliarini – Foram mais de 50 vitórias internacionais dentro do ciclismo profissional. Isso é muito mesmo. Teve uma prova, que não é a mais importante delas, mas me marcou muito. Foi em 2003, quando na Volta da Espanha bati o alemão Erik Zabel, que na época era Campeão Alemão e o melhor sprintista do mundo e meu grande ídolo. Foi um sprint onde batemos guidão na reta final após correr 180 quilômetros. Outra vitória importante foi na Volta do Missouri (EUA), quando minha equipe ganhou de uma das melhores do mundo: a americana. Teve também a Volta da Califórnia, onde ganhei uma etapa em cima do Paolo Bettini, que na época era o atual campeão olímpico e mundial. Na Volta da Holanda, na categoria Pró-Tur, que é o limite do ciclismo mundial, eu também fui o primeiro brasileiro a ganhar a prova.

Folha – Hoje, jovens ciclistas se espelham no seu trabalho. O que você acha disso?

Pagliarini – Eu acho fantástico. Quando estava na Europa, todos os anos passava dois meses no Brasil (novembro e dezembro) nos finais de temporada e observava essa mudança. Havia assédio de atletas mais novos e alegria ao treinar junto ou pegar um autógrafo. Eu sempre trabalhei para isto, para difundir a ideia de que ‘se o Pagliarini está lá fora competindo a gente pode também’. Esta porta aberta ajudou muitos que começavam no Brasil a acreditar. No ano passado, lancei um projeto chamado ‘Revelando Talentos’, onde abro as portas no exterior para ciclistas nacionais. Com a Confederação, firmei um acordo para bancarem alguns custos, como passagens e viabilização do projeto e os contatos que tenho lá fora ajudaram a levar alguns atletas. Hoje são quatro ciclistas inseridos na categoria onde comecei há 10 anos: equipes semi-profissionais. Agora, para passar para o profissional depende de resultados e do tempo.

Folha – Quem são essas revelações?

Pagliarini – Tem o Carlos Alexandre Maranello, de Foz do Iguaçu, que tem 19 anos e ganhou duas provas, em 2009, e neste ano ganhou mais uma. Tem o Rafael Andreatto, um velocista de Maringá que já ganhou quatro corridas. O Gideoni Monteiro, do Sergipe, que está se inserindo aos poucos no semi-profissional. Por último, o Murilo Fischer (já defendeu a equipe de Londrina) que está há mais tempo. Esse projeto continua e comigo no Brasil é mais fácil avaliar os candidatos. Todos estão com contrato renovado para 2010 e isso é fantástico. Na hora que tiver um garoto que tiver potencial eu posso mandar. Como todos estes anos fora me renderam amigos e as portas estão abertas.

Renato Oliveira
Reportagem Local